Herdade de Rio Frio

 

Foi das maiores herdades de Portugal e símbolo, na segunda metade do século XIX e princípios do século XX, da introdução das mais modernas técnicas de organização e produção agrícola  tendo neste período tido a  “maior vinha contínua do mundo com 4.000 hectares” e a então “maior mancha de montado artificial do mundo”, são referências desses tempos. ​

Visitado pelos gregos e fenícios que terão introduzido a cultura da vinha na região, a ligação ao estuário do Tejo levou a que, no século I a V dC, os romanos se instalassem no território e, tirando proveito das águas calmas e ricas deste rio em peixes e das condições naturais locais, criassem o importante Centro de Produção Industrial de ânforas designado como “Porto de Cacos” ou “Canto das Adegas” classificado como “sítio de interesse público nacional” e cujo espólio se encontra depositado nos Museus de Alcochete, Almada e Palmela. ​

O Monte Rural de Rio Frio, antigo centro da exploração agrícola com lagares, adegas, destilaria, cavalariças , residências dos trabalhadores e um conjunto de instalações de apoio á produção vinícola e agrícola, encontra-se atualmente em parte ruinado e com projeto de renovação  para suporte e desenvolvimento do agroturismo.​

O Polo Equestre de Rio Frio, é a primeira concretização deste projeto de renovação.​

A flora e fauna rica, com a presença de muitas espécies sedentárias e migratórias típicas das zonas húmidas, a sua paisagem diversificada dominada pelo sobreiro em regime “florestal” e “artificial” (alinhado),  dos pinheiros manso e bravo, dos freixos e salgueiros nas várzeas, a nova vinha junto ao Monte Rural de Rio Frio e os seus vinhos, o Polo Equestre de Rio Frio e a tiragem da cortiça nos messes de Junho e Julho, são motivações para uma organização de uma visita, prova de vinhos, participação ou assistir a uma prova equestre.